A convocação extraordinária do Congresso em janeiro ganhou novos defensores e parece ser o cenário mais provável. Algumas questões, porém, ainda estão abertas e terão influência importante nessa decisão. A primeira delas é a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o rito do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Se o julgamento não for concluído esta semana, não há motivo para convocação extra em janeiro, já que continuará a haver insegurança sobre os procedimentos. A liminar do ministro Luiz Edson Fachin vale apenas até o dia 16. Se o julgamento for interrompido, os ministros terão que decidir sobre a prorrogação ou não da liminar. Por outro lado, se os ministros concluírem o julgamento, estabelecendo o rito, o caminho está aberto para a convocação em janeiro.
Minha opinião: Seria um absurdo com a atual crise econômica e com o processo de impeachment em andamento o Congresso Nacional entrar em recesso. Mas isso não surpreenderia com o que se vê a cada dia de absurdos ocorrendo no parlamento. Tudo conduzido por um presidente da Câmara que já deveria ter sido afastado há muito tempo. O recesso seria mais uma decisão irresponsável.