O governo prepara um plano para conceder entre 3.500 e 4.000 quilômetros de rodovias federais em um novo modelo de gestão, com pedágio padronizado de acordo com a qualidade da estrada e direcionado a um caixa único. Essas vias, hoje em poder da autarquia federal Dnit, seriam cuidadas por empresas privadas que se encarregariam da manutenção e de pequenas obras para melhorar a qualidade. Os lotes, com vias espalhadas pelo país, seriam pequenos, algo entre 100 e 400 quilômetros. O modelo de concessão de rodovias atual prevê que a empresa vencedora arrecade o pedágio para fazer manutenção e grandes obras de ampliação. No novo modelo, o dinheiro arrecadado com o pedágio não vai direto para o caixa das companhias. O projeto é que os recursos abasteçam um fundo que vai remunerar as concessionárias pelos serviços prestados. Com isso, rodovias que têm um fluxo maior e podem arrecadar mais vão compensar a manutenção de outras, que arrecadariam menos.