Os primeiros quatro meses do próximo ano tendem a ser bastante agitados. Em fevereiro, haverá eleição para as presidências da Câmara e do Senado. O que preocupa o Palácio do Planalto é a disputa envolvendo o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tentará a reeleição, e o Centrão, grupo de 12 partidos aliados que disputa o cargo. A possibilidade de Rodrigo Maia poder concorrer à reeleição dependerá de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que volta ao trabalho no dia 1º de fevereiro.
Em fevereiro também está prevista a instalação da Comissão Especial da Câmara que analisará a Reforma da Previdência. Entidades sindicais e categorias de servidores públicos prometem intensificar os protestos contra a proposta. Fala-se até mesmo em greve geral.
Ainda no início do ano, a delação da Odebrecht poderá ser homologada no Supremo no âmbito da Operação Lava-Jato.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Benjamin Hermann pode concluir seu parecer em ação que pede a cassação da chapa PT-PMDB na eleição presidencial de 2014. Em entrevista recente, Hermann sinalizou que pode apresentar seu voto em fevereiro.