O governo do presidente Michel Temer fecha o ano com saldo positivo no Legislativo. Em pouco mais de seis meses de administração, conseguiu aprovar várias propostas importantes num cenário de crise econômica e política. O estabelecimento de teto para os gastos públicos foi a medida mais importante da agenda palaciana. Logo nos primeiros dias de gestão, Temer enfrentou o primeiro desafio: a mudança da meta fiscal. Sua revisão obrigou o governo a absorver um déficit orçamentário de R$ 170 bilhões este ano. Na área fiscal, o Planalto conseguiu renovar a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até 2023. A proposta havia sido enviada por Dilma em julho de 2015 mas conseguido poucos avanços até a mudança de governo. Quanto à questão regulatória, Temer aprovou a mudança nas regras de exploração do pré-sal, a Lei de Responsabilidade das Empresas Estatais, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o novo modelo do setor elétrico e a mudança no regime de exploração da telefonia. Todas as propostas acabaram aprovadas pela nova gestão partindo do estágio inicial de tramitação.