O mercado livreiro encolheu 12,6% em 2015, o pior o desempenho desde 2002, quando a retração foi de 14,5%. O faturamento foi R$ 5,2 bilhões. O pior desempenho foi nas vendas do varejo, que diminuíram 3,99%. As vendas para poder público, principal comprador de livros do país, tiveram uma queda mais modesta, de 0,9% no faturamento. Em 2015, as editoras venderam 134 milhões de exemplares para o governo federal, Estados e municípios. Isso é um número 10,6% menor do que no ano anterior. Em resumo: a desproporção entre queda no faturamento e nos exemplares vendidos mostra que os governos compraram mais caro. A retração também aparece na própria produção de livros. Ano passado, o país imprimiu 54,6 milhões de exemplares a menos.