O presidente em exercício Michel Temer tem pelo menos cinco nós para desatar no curtíssimo prazo. São eles:
Presidência da Câmara. A agenda a ser enfrentada na Câmara é polêmica e precisará de alguém com capacidade de articulação e de negociação para comandar sua votação. Seu presidente interino, Waldir Maranhão, não tem condições políticas de conduzir esse processo.
Meta fiscal. Até o dia 22 de maio, o governo tem que publicar o relatório de receitas do último bimestre. Para evitar um corte expressivo no Orçamento, terá de aprovar mudanças na meta fiscal de 2016.
Dívida dos Estados. O Supremo Tribunal Federal deu um prazo de 60 dias, que termina em junho, para que os Estados negociem com a União suas dívidas. Alguns Estados conseguiram liminar no STF para suspender a aplicação de juros compostos nas dívidas.
Segundo e terceiro escalões. A nomeação de cargos de segundo e terceiro escalões é fundamental para que o novo governo comece a implementar seu modelo de gestão.