Para evitar que um investimento de R$ 500 milhões vire pó, a Caixa Econômica Federal poderá assumir o comando de um conjunto de usinas eólicas, algo inédito na história do banco. Hoje as usinas são da Energimp, empresa controlada pela argentina WPE, que tem como sócio o FI-FGTS, fundo que usa recursos do trabalhador em investimentos de infraestrutura e é gerenciado pela Caixa. Na próxima quarta-feira (6), o comitê de investimento do FI-FGTS votará uma injeção de R$ 1 bilhão na Energimp. Caso aprovada, a operação reduzirá a participação dos argentinos, dos atuais 55% para menos de 15%. Dessa maneira, o FI-FGTS passará a deter o controle da empresa, e a Caixa, como gestora do fundo, exercerá o comando do negócio. A situação chegou a esse ponto porque o grupo argentino entrou em recuperação judicial no final de 2014.