A maior parte do prejuízo dos fundos se deve à queda das ações das empresas, principalmente a Vale. Entretanto, conselheiros que representam os pensionistas estão incomodados também com apostas feitas em projetos centrais para o governo -Sete Brasil, Invepar, Belo Monte, Oi-, que provocaram perdas e podem dar mais prejuízo. Outra fonte de preocupação são investimentos que financiaram empresas que nunca saíram do papel ou que viraram saco sem fundo, que exigem cada vez mais dinheiro para não quebrar. Os representantes dos pensionistas suspeitam que essas apostas ocorreram para atender interesses políticos. Entre os descobertos até agora, os mais críticos são os fundos FIP Global Equity, FIP Enseada e FIP Multiner. Previ, Petros e Funcef administram juntos R$ 292,5 bilhões, pertencente a 495 mil participantes. As suspeitas de corrupção estão sendo investigadas no Congresso, que instalou uma CPI sobre os fundos de pensão.