A Câmara pode votar nesta semana duas propostas com forte impacto orçamentário e que o governo vem evitando há alguns dias e sobre as quais ainda não há acordo. Uma delas é o Projeto de Decreto Legislativo 315/16, que altera o cálculo das dívidas dos estados e municípios com a União. Ela estabelece que o cálculo seja feito com juros simples e não com juros compostos. O governo resiste à mudança, alegando que custaria R$ 300 bilhões aos cofres públicos. A outra é a Proposta de Emenda à Constituição 1/15, que que aumenta o investimento mínimo obrigatório do governo em saúde nos próximos seis anos. Ao fim desse período, o aumento equivalerá a 10% da receita corrente bruta da União.