Faltando seis semanas para o recesso do Congresso, o governo enfrenta o risco de fechar o ano sem a aprovação de boa parte das medidas que anunciou no segundo semestre para reverter o déficit nas contas públicas que chegou a ser projetado para 2016. A principal iniciativa de ajuste, a recriação da CPMF, está com a tramitação atrasada e não tem chance de ser aprovada até 22 de dezembro, quando as casas encerram seus trabalhos. A PEC não tem sequer relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. E o projeto, que pode gerar uma arrecadação extra de R$ 32 bilhões aos cofres públicos, ainda terá de passar por uma comissão especial na Câmara, pela CCJ do Senado e por votações em dois turnos nos plenários de ambas as Casas.