Num primeiro momento, a reação do Congresso ao anúncio das medidas para cobrir o déficit das contas públicas em 2017 foi de cautela. A reoneração da folha de pagamentos das empresas e o corte no pagamento de emendas parlamentares são as medidas de maior impacto. Embora haja certa compreensão por parte de uma parcela considerável de parlamentares sobre a necessidade de aumento de arrecadação do governo, a tendência é que alguns tentem manter o benefício a alguns setores com os quais tenham algum tipo de vínculo. Esse assunto será tratado por meio da Medida Provisória nº 774, que começa a tramitar no Congresso esta semana.  O tema mais sensível aos deputados e senadores, porém, é a revogação do pagamento de emendas orçamentárias de parlamentares. Para alguns, o corte nas emendas gerou inconformismo.