A lenta retomada da economia brasileira fez com que as instituições financeiras cortassem a projeção para o crédito neste ano. Em vez de aumento de empréstimos, a previsão agora é de queda ou estagnação nas carteiras. O último a piorar sua projeção foi o Banco do Brasil, que divulgou seu resultado para o período de abril a junho. Apesar do aumento de 47,1% no lucro, para R$ 2,7 bilhões, a carteira de crédito recuou 7,6%, para R$ 696,1 bilhões. Com isso, em vez de expansão projetada de 1% a 4% da carteira de crédito ampliada neste ano, o banco passou a prever recuo entre 1% e 4%. Antes, o Bradesco já havia reduzido suas perspectivas para o crédito neste ano. O banco estima retração de 1% a 5% na carteira, enquanto antes apostava em crescimento de 1% a 5%, para uma inflação projetada de 3,45% em 2017. O Itaú Unibanco manteve a projeção de 0% a 4%. O Santander Brasil não divulga suas perspectivas.