Algo descartado pelo mercado até poucos dias atrás, o risco de um novo rebaixamento da nota de crédito do Brasil voltou a ser discutido por economistas em razão da crise política, intensificada com a delação de Joesley Batista. O Brasil está dois níveis abaixo do grau de investimento nas três principais agências: Fitch, S&P e Moody’s. A diferença é que Fitch e S&P mantêm perspectivas negativas para o país, enquanto a Moody’s alterou a perspectiva da nota para estável no início do ano, em um primeiro sinal de confiança de que o risco de novos reveses para o país fora afastado.  A Fitch informou nesta sexta (19) que manteve a nota de crédito do Brasil em grau especulativo, citando incertezas na recuperação econômica, preocupações políticas e fraqueza estrutural das finanças. Já a Moody’s disse que as alegações envolvendo Michel Temer prejudicam a perspectiva de crédito, ameaçando paralisar ou reverter o momento positivo na economia.