A retração do PIB brasileiro, de 3,6% no ano passado, se destaca não apenas por ser a mais forte entre as maiores economias mundiais, mas também por ter ocorrido em um período de retomada global. Entre as 45 economias que já divulgaram o resultado do PIB de 2016, apenas Rússia (queda de 0,2%) e Nigéria (contração de 1,5%) também fecharam o ano com um PIB menor do que o de 2015. Levantamento realizado pela Folha de S. Paulo com dados de 52 nações mostra que apenas Venezuela (-12,8%) e Ucrânia (-8,9%) registraram retrações maiores que a acumulada pelo Brasil (7,2%) entre 2015 e 2016.