Além disso, fortes pressões se acumulam na base parlamentar do governo por mudanças no texto. A negociação exigirá grande esforço por parte do Planalto para que a proposta inicial seja modificada o menos possível. Outro aspecto delicado é que nesta semana, a Procuradoria-Geral da República deverá enviar ao Supremo lista com mais de 30 pedidos de inquérito contra ministros, senadores e deputados suspeitos de receberem propina da Odebrecht. Esse fato implica risco para o andamento das reformas previdenciária e trabalhista. Considerando que o texto comece a ser analisado pelo Senado em maio, dificilmente os senadores votariam tema tão complexo em apenas dois meses e meio. A proposta está na Câmara desde dezembro do ano passado.