A retração de 0,8% do PIB brasileiro no terceiro trimestre, a sétima consecutiva, destoou do comportamento da maior parte da economia mundial no período. Além do Brasil, em uma lista de 40 países, somente Noruega e Nigéria tiveram queda no PIB no período de julho a setembro em relação aos três imediatamente anteriores. Nos dois casos, são economias que sofrem efeitos mais fortes da variação do preço internacional do petróleo. Tanto que a Noruega, descontando a participação da commodity, cresceu no terceiro trimestre. Na vizinhança latino-americana, o desempenho brasileiro também continuou a ser um destaque negativo. Chile e México, que tiveram contração no segundo trimestre, voltaram a crescer de julho a setembro. A economia chilena registrou alta de 0,6%, e a mexicana teve comportamento ainda melhor: avanço de 1%.